Uma menina que carrega seu candeeiro aceso fica de repente sem luz. A peça traz a saga dessa menina andarilha em busca de reacender sua chama. Para isso, ela precisa encontrar animais da nossa fauna, depois crianças e, por fim, mulheres sábias, mulheres artesãs e artistas mergulhadas nas tradições do sudeste, ou mulheres que, por meio dos seus ofícios, trarão seus saberes em mensagem cifrada, com seus cantos de trabalho ou de pontos de jongo, que farão a menina resgatar sua ancestralidade e encontrar por si seu caminho, sua luz. Decifrando as mensagens embutidas em cada encontro, a menina descobre como reacender seu candeeiro – metáfora da própria chama da ancestralidade e da vida, que nos aquece, dá sentido ao nosso caminhar e nos faz seguir pelo mundo com passos firmes.
